Perspectivas para 2023

*Isaac Roitman

Finalmente aos trancos e barrancos, estamos chegando ao final de 2022, ano marcado por muitas tristezas e retrocessos. O Brasil voltou ao mapa da fome, as chuvas e deslizamentos causaram morte e miséria em diferentes regiões do país, a pandemia em baixa, mas persistente, a expansão da varíola dos macacos, a morte da Rainha Elizabeth II, a guerra entre Rússia e Ucrânia, os tiroteios nas escolas, desmonte do sistema educacional e de ciência e tecnologia, o desamparo as atividades culturais, o colapso na saúde pública e a volta de doenças controladas a décadas, a perda de direitos, racismo estrutural, desrespeito aos povos originários, aumento da violência e aumento da desigualdade social. Essa lista pode ser expandida, que transformaria esse texto em um roteiro de filme de terror.

O fim de cada ano representa o fim de um ciclo, que exige análise e reflexão. O balanço, embora trágico, deve nos inspirar e renovar as esperanças e revigorar o fôlego para o ano que se inicia. Esse novo ano deve ser dedicado a reconstrução de um país destroçado, com a implantação de políticas públicas principalmente no campo social. É absolutamente essencial implantar uma política econômica que tenha como meta o coletivo, visando a mitigar e exterminar a desigualdade social.

O Movimento 2022-2030 O Brasil e o Mundo que queremos, uma parceria da Universidade de Brasília com a União Planetária, tem aberto o seu sistema de comunicação em eventos temáticos e opiniões através de entrevistas com o objetivo de construir projetos relevantes, em todas as áreas de conhecimento para avançarmos em um caminho civilizatório.

Temos um grande desafio para 2023. Cada um de nós tem o dever de contribuir para a própria felicidade e a felicidade de todas e todos.

Aproveito para que os membros do Movimento, tenham um alegre Natal e um 2023 virtuoso com amorosidade, solidariedade, alegrias, compaixão e ética.

* Professor emérito da Universidade de Brasília

 

 

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