MOVIMENTO 2022: OLHAR PARA TRÁS E PARA FRENTE

O programa 2022: O Brasil que Queremos vai ao ar toda quinta-feira, às 22h, na TV SUPREN, canal 2 da NET em Brasília.

 Em janeiro de 2020, o programa 2022: O Brasil que queremos contou com a presença de cinco convidados: a professora Lívia Gimenes Dias da Fonseca, professora da UFRJ; o doutorando Daniel Iberê Alves da Silva, trabalhando em sua tese na área de Antropologia Social; também Marcelo Simão de Vasconcellos, professor da Universidade Estácio de Sá e programador visual da Fundação Oswaldo Cruz; o cantor, compositor e poeta Tiganá Santana Neves Santos; e a professora Natália de Souza Duarte.

A professora Lívia Gimenes Dias da Fonseca falou sobre sua formação em Direito e Direitos Humanos, desde a atração pela área de humanas na infância, passando pelo trabalho na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, além de diversos projetos na área de Políticas Públicas em Direitos Humanos. “A resposta Estatal também precisa levar em consideração essa diversidade da realidade das mulheres (…) A solução precisa pensar essas realidades”, explicou. 

A entrevista com Daniel Iberê Alves da Silva tratou sobre sua formação e sobre as possíveis soluções para problemas enfrentados pelos povos indígenas no Brasil. O convidado é parte do Povo Mbya Guarani, graduou em Ciências Sociais na Universidade Federal do Acre, fez seu mestrado na mesma área pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e é doutorando em Antropologia pela Universidade de Brasília, além de professor na UFAc e participar de diversos projetos paralelos. “Viver nessa sociedade é estudar um pouco quais os efeitos do pensamento colonizador sobre as nossas populações. Estar nas universidades é justamente poder pensar diferente, poder trazer para o ambiente da universidade os nossos saberes ancestrais”, defendeu. 

Na conversa com Marcelo Simão de Vasconcellos conhecemos um pouco sobre a sua formação e sobre o seu trabalho com gamificação, com as possibilidades da gamificação no sistema de saúde. “Esse livro não é acadêmico. É um livro voltado para o profissional de saúde, a gente quis elencar várias experiências bem sucedidas do uso de jogos e essa interface com a saúde nos mais variados tipos: jogo como comunicação, jogo como promoção da saúde, jogo como forma de terapia…”, comentou. 

O convidado Tiganá Santana Neves Santos revisitou os caminhos que ele percorreu na arte, os estudos em idiomas e linguística e como a música incorporou a diplomacia, levando a possibilidades de comunicações culturais em espaços novos. “A vida pode, evidentemente, oferecer (e é o que oferece!) todas as bases para o exercício e a prática poéticos. (…) Lembremo-nos que em muitas tradições negro-africanas não há propriamente esta distinção, essa compartimentação, do que seja o fazer artístico e do que seja algo que podemos chamar de reflexão filosófica”, explicou.  

Já a entrevista com a professora Natália de Souza Duarte foi focada em vários aspectos da educação no Distrito Federal, e tratou de sua formação desde a Escola Normal, do curso de Educação Física e de Pedagogia, além do trabalho na Secretaria de Educação. “Eu sou muito apaixonada pela nossa rede pública (…) Eu acho que é uma boa rede, com bons profissionais e quase boas condições de trabalho. Por que eu digo ‘quase boas’? Porque o Tribunal de Contas do DF fez uma auditoria, a segunda em cinco anos, e disse que 80% das escolas não têm boas condições. E o trabalho pedagógico tradicional (…) a gente acha que é só responsabilidade do professor. Não é”, revelou. 

Para assistir às entrevistas na íntegra, acesse o canal da TV SUPREN no YouTube: TVSuprenBrasília, ou na Aba “Videoteca”, deste site. Todo mês novas participações e novos temas são disponibilizados. Acompanhe-nos online e fique por dentro das novidades do programa 2022: O Brasil que Queremos.

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