Dioclécio Campos Júnior*

 

A dialética da vida humana no planeta é deveras complexa. Inclui, de um lado, o progresso material contundente e, de outro, o atraso comportamental de gigantesca proporção. Ambos sem limite.

 

O homem já foi à lua. Colocou em órbita satélites artificiais e criou projetos espaciais para os próximos tempos. Desenvolveu escalas de progresso científico em todos os campos de conhecimento, mormente no âmbito da saúde. A possibilidade de deslocamento dos cidadãos no planeta cresce amplamente. A comunicação eletrônica adquire contorno universal, desfazendo as fronteiras que isolavam as populações. A produção industrial alcançou um grau de desenvolvimento robótico jamais imaginado, seja em quantidade, qualidade ou presteza. Os equipamentos inventados tornaram-se valiosos na sua dinâmica operacional. Aproxima-se a era do automatismo generalizado, envolvendo até mesmo os veículos de transporte.

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Aldo Paviani, coordenador do Grupo de Estudo "Construção Geográfica do Espaço, escreve para o Correio Braziliense*

A partir dos anos 1960, com o esvaziamento dos campos por mudanças tecnológicas da produção agrícola e o estímulo dos governos militares para a migração rural em direção às grandes cidades, o processo de inchaço metropolitano não cessou. Em apoio a essa constatação, os dados estatísticos revelam que todas as capitais dos estados brasileiros receberam migrantes de cidades menores e de cidades intermediárias no processo mais conhecido por migração por etapas. Por isso, as capitais estaduais são primazes ou as maiores cidades dos respectivos territórios. As cidades grandes possuem problemas estruturais, desafiadores para as esferas do Executivo, Judiciário e Legislativo. Nenhum setor se dá conta do volume de demandas da população e das empresas. Pode-se colocar foco no volume de problemas a enfrentar na baixa oferta de emprego e consequente incremento do desemprego.

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Antônio Augusto de Queiroz*

Blog da Política Brasileira

A “Reforma” Trabalhista, materializada pela Lei 13.467/2017 e com vigência a partir de 11 de novembro de 2017, representa a mais profunda e abrangente alteração na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, desde sua promulgação em 1943, com mudanças que atingem as três fontes do Direito do Trabalho: a lei, a sentença normativa da Justiça do Trabalho e a negociação coletiva.

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Tive um sonho. Sonhei que acordei no dia 01 de janeiro de 2019, uma terça-feira, no dia da posse do novo presidente do Brasil. O dia estava radiante e trazia sinais de um futuro virtuoso para o país. O povo parecia ter se cansado do comportamento mesquinho e oportunista do mundo político e usou o voto para transformar a sua indignação no sentido de retirar do cenário político aqueles que não souberam honrar os mandatos recebido nas urnas. Foram eleitos os novos dirigentes que preencheram os requisitos de mérito nas dimensões descritas abaixo.

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Isaac Roitman, professor emérito da Universidade de Brasília e presidente da Comissão do Movimento 2022: "O Brasil que queremos", escreve para o Blog da Política Brasileira*

 

Vivemos em um pequeno planeta do sistema solar que faz parte da Via Láctea. Estima-se que esta galáxia foi formada há 13 bilhões de anos e contém pelo menos 100 bilhões de estrelas, número esse que pode chegar a 400 bilhões. Essa galáxia, e o sistema solar e nosso planeta, se deslocam a uma velocidade de 871.781 km/hora. Para onde? Ninguém tem uma resposta adequada. Uma previsão foi feita por cientistas da NASA de uma colisão de nossa galáxia com a Andrômeda – a vizinha mais próxima da Via Láctea – daqui a aproximadamente 4 bilhões de anos. É uma escala de tempo imensa. Assim diante dessa complexidade, vamos humildemente refletir em uma escala de tempo mais razoável, e vamos remeter a pergunta, para onde irá o Brasil nas próximas décadas.

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